
Ontem por volta das duas da manhã começou um debate bem acalorado sobre cotas.
Antes quero deixar claro que sou contra qualquer tipo de cota. Mas isso é motivo para um texto ainda maior que vou deixar para outro dia.
O centro eram as cotas raciais.
O defensor era negro e os que eram contra, todos os outros, não.
Ok, qual o principal argumento do defensor: Que os negros sofreram muito no passado.
Qual o principal argumento da outra parte: Que a sociedade de hoje não é culpada pelo o que aconteceu e uma forma melhor de promover a diminuição da desigualdade são as já existentes cotas de renda.
Porque se existem dois jovens, um negro e um branco, de iguais condições financeiras e sociais é completamente incoerente um entrar para a faculdade e o outro não.
Bem, isso parece claro para mim e para todos que me leem.
Prossigamos.
Mas o meu amigo defensor das cotas de raciais não aceitava isso. Além das cotas para alunos carentes ele também queria cotas de raça.
Porque o que ele queria, no fim das contas, era moleza.
Como qualquer brasileiro.
Um atalho, um macete.
E para isso perdeu o tom dizendo que existe muito preconceito no país contra negros.
Balela.
Sofisma.
O que existe no país é preconceito contra pobres.
Isso sim.
No Brasil negro rico é branco.
E branco pobre é preto.
Isso existe.
Mas discriminação racial? Já é fantasiar de mais.
Acaso um negro não pode abrir conta em banco? Pegar um empréstimo? Alugar uma casa? Se divertir em uma boate? Adotar um filho? Se matricular em uma faculdade? Abrir uma empresa?
Obviamente pode.
Então onde está a “discriminação”?
O que existe é o olho torto de alguns.
O que existe são as piadinhas.
Mas essas duas coisas acontecem com nordestinos, ciganos, estrangeiros, deficientes, gays…
Isso é do jogo.
Mas não podemos ser inúteis o bastante para acreditar que coisas como essas podem atrapalhar toda uma vida.
Apostar na separação de raças é o caminho errado.
Temos que argumentar contra essa falsa ideia.
Temos que pregar a lógica.
Somos todos iguais.
Update: