Futebol brasileiro.
Taça das bolinhas.
Título de 87.
Tudo resolvido em uma semana.
Em uma bela jogada política de Ricardo Teixeira e da Rede Globo.
Não vou explicar todo o imbróglio.
Outros já o explicaram muito melhor do que eu conseguiria.
Vou direto a lógica.
O pano de fundo de tudo isso é a do direito de transmissão dos brasileirões de 2011, 12 e 13.
Globo x Record.
As duas redes querem a exclusividade dos direitos de transmissão.
E cada uma com suas motivações.
A Record quer mostrar poder.
E a Globo, com uma motivação muito mais nobre, busca lucro.
A oferta da Record é, especulam, no mínimo, o dobro da Vênus Platinada.
Será paga com o dinheiro de vocês sabem quem.
O da Globo não será paga por ela.
E sim pelos anunciantes.
O que parece mais lógico.
E é.
A Record quer mostrar poder e, para isso, usará o futebol.
E usará mal.
A ideia da rede do bispo é colocar o futebol às 20:30.
No horário do jornal e da novela.
Possivelmente veremos mais públicos nos estádios.
Mais e os níveis de audiência?
Não é certo que a Record com o futebol vencerá a concorrência global.
E para pagar mais verba pelos direitos a Record terá que vender mais cotas e vendê-las mais caro do que a Globo.
E com menos audiência.
Impossível? Eu tenho certeza.
A não ser que os fiéis da IURD paguem a conta.
É muito lodo para apenas um post.
Pesquisem e acompanhem de perto o desenrolar do tema.
Volto com mais detalhes num próximo post.
É o futuro dos nossos clubes de coração que está em jogo.
O negócio de alguns. E a paixão de muitos.
Oremos.