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Galvão e a medícridade

Vocês podem falar o que quiserem do Hamilton.

Mas o único piloto que vocês sonhariam ser um dia seria ele.

É o mais corajoso, arrojado e competitivo do grid.

Ultrapassou Massa onde voltas antes o Galvão enalteceu Schumacher por inventar um local “novo” para se ultrapassar em Mônaco.

Meteu o carro onde mal dava e disse fodasse…

Se o Massa quisesse disputar que tirasse o carro e tentasse depois.

Mas ele jogou pra cima, permaneceu sem tração na frente e logo depois foi jogado por Lewis para a parte suja da pista e bateu de uma forma humilhante.

Se fosse exatamente o contrário, como se o patético do Massa fosse capaz de tal arrojo, Galvão teria um orgasmo no meio da transmissão.

O talento de Hamilton é uma afronta para o Galvão.

O trata como se ele fosse mais soberbo que o seu filho, Cacá Bueno.

Lewis é espetacular. O mais competitivo do grid. Não se entrega. Joga o carro em cima e quem não quiser ser ultrapassado que se vire. Que o punam, que o xinguem. Mas, por Deus!, que ele não mude.

Porque só ele nos faz lembrar que aquilo é corrida, que aquilo é emocionante, é competitivo.

ah! se ele fosse brasileiro… Seria o Deus negro… O novo Senna… O destemido… Aquele não se entrega nem desiste…